O que acabam de ver é recorrente cá em casa. Tão normal como a Constança estar de chupeta a vestir um soutien.
Vivemos num verdadeiro habitat feminino. As minhas filhas são as típicas meninas.
A Carolina, por exemplo, chocou-me quando, um destes dias, me contou que era sempre a última a ser escolhida para o futebol.
Tenho para mim que apesar de mais complexo no vestuário e na biologia, o mundo das meninas, resume-se a bonecas e demais coisas fofinhas. Não há erro. Se tem cabelo comprido ou é careca. Se tem bolsa ou biberão. Se é cor de rosa ou pinta, podes levar que as miúdas vão gostar.
O mundo dos meninos é uma grande confusão. Era tão mais fácil se fosse como antes. Resumia-se ao monopólio, skates, Nintendo e Super Mário, carros e assim na loucura um dominó.
No dia de Natal, andava eu a catar do chão a desordem das nossas crianças quando encontro umas coisinhas esquisitas, com olhos, tipo as dedeiras que se usam para coser e dirijo-me à minha prima (mãe de um dos exemplares masculinos):
- Catarina toma lá os fantoches dos meninos.
- Os quê?????
- Os fantoches - repeti enquanto os colocava, um a um, em cima da mesa.
Ela desfaz-se em gargalhadas.
- Os fantoches???? A sério.... tu não sabes o que isto é?
- Não. Isso tem a forma de dedos. Partindo do pressuposto que não se dedicam à costura, ocorreu-me que fossem fantoches... Feiinhos, mas fantoches. Os rapazes são estranhos.
Eis se não quando sou esclarecida pela seguinte informação:
- Isto são os slug terra!!!!
- Slug quê????
- São balas!!!!!
- Balas.....?
- Sim... são balas e cada uma tem um nome. Este por exemplo é o malvado, este o assustador, este o fedorento....
- Ok. Cala-te. Nem vou perguntar quanto é que isso custou. Ao menos, compravas-lhe um Ken.



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