31.3.12
Ao ponto que chegamos!!!
"Comprei uma bomba para tirar leite".
É mais uma das admiráveis declarações da Floribela.
Agora, ando há dois dias a remoer como é que o Correio da Manhã põe isso na capa???
30.3.12
Verdades absolutas sobre o amor
Há não sei quantos Natais a minha sogra ofereceu-me o Segredo. Na ocasião, best-seller mundial. Queria que eu aprendesse o segredo para ser milionária. Assim me disse.
Nunca fui na onda de livros de auto-ajuda. Admito o meu cepticismo e reconheço até um quê de ridículo em quem rege a vida por tais princípios. De repente, lembro-me de uma mulher que não arranjava marido porque dormia no meio da cama e estacionava o carro na garagem de modo a não caber mais nenhum. Segundo, a autora, se ela agia como alguém só, assim ficaria para o resto da vida.
Mas, é suposto eu pôr a mesa para dois e desperdiçar comida se a verdade é que vou comer sozinha?
Havia outra também muito engraçada e esta sim tem a ver com dinheiro. O livro sugeria que através do site se imprimisse um cheque com uma quantia choruda em dólares e o colássemos num local onde o pudéssemos ver muitas vezes ao longo do dia. Assim. Tão simples quanto isso. Ainda me passou pela cabeça colá-lo na secretária. Se enriquecer era assim fácil, eu não desperdiçaria a oportunidade.
O Segredo defendia a ideia que se pensares muito numa coisa o universo conspira a teu favor e essa coisa vem ter-te às mãos.
Pois, eu lamento decepcionar os crentes, mas já pensei muito num range rover branco e ainda não me apareceu outro carro na garagem.
Há um livro de um blogger que assina o arrumadinho dedicado a relações, entre homens e mulheres. Ele diz-se um expert no comportamento masculino e propõe-se desmistificar o homem enquanto animal unicamente sexual. Mas, quem é que tem dúvidas? Meninas a frequentar o secundário.
Eu sei que os homens se apaixonam e que vivem o amor com a mesma intensidade que nós. E que querem alguém do lado - como nós queremos - desde que gostem dessa pessoa. E que se afastam se não querem.
Era preciso ser o arrumadinho a dizer tudo isso?
Eu não tenho de tirar um curso ou ler um livro para perceber se um homem gosta de mim ou quer ver-me longe.
É isso e pessoas que têm ideias pré concebidas sobre o sucesso ou insucesso de uma relação.
Já ouvi muita gente dizer ah e tal uma relação que começa como uma infidelidade nunca poderá dar certo. Então porquê? Está condenada ao fracasso como qualquer outra. E à felicidade na mesma proporção. Eu cá até acho que se alguém se conhece e não consegue evitar a traição a terceiros é porque está realmente envolvido e apaixonado. E quantas relações não começam assim e continuam por muitos e longos anos?
Ou quantos casais que juram fidelidade e cumprem não terminam a relação por desgaste ou desamor?
Quantas vezes julgamos estar apaixonados sem sentirmos paixão alguma? Ou outras tantas que rejeitámos um sentimento por alguém quando intimamente sabemos que ele existe?
Não entendo como é que alguém pode assumir como verdades absolutas ideias pré concebidas sobre o amor e as relações. Esqueçam. Não há regra. É viver e pronto.
Sinusite e sono
Anda por aqui bicheza. Da fraca, mas anda. Pequena Constança está constipada, mas como começou o desfralde, passa mais tempo molhada. Com a Kiki tudo ok. Mas, eu que este inverno nem sequer constipei estou com dores de garganta e de cabeça. Deve ser a minha sinusite a lembrar que não emigrou para outro nariz. Para acabar comigo estou com tanto sono que bocejo a cada segundo.
Remetia-me ao silêncio e à escuridão do meu quarto morno pelo sol e dormia duas horas seguidas... Mas não posso. Tenho um compromisso. Talvez venha a tempo do retiro.
29.3.12
Quem manda aqui sou eu
"Relativamente ao seu comportamento, é educada na interacção com os colegas e adultos, tenta cumprir e fazer cumprir as regras, na sala de aula, com o seu espírito de liderança.
Atingiu de forma excelente os objectivos propostos para este período".
Assim termina a avaliação do segundo período da Carolina. E o que eu queria aqui evidenciar é a parte em que a professora nota - e destaca - o seu espírito de liderança.
Quando assinei a avaliação, a própria da professora, questionou-me muito sorridente se não concordava que a Carolina era uma líder. E continuou a imaginar-lhe um brilhante futuro, como política na assembleia da república ou até ministra num Portugal longínquo em que se tenham os governantes em melhor conta.
Perante uma adjectivação de "líder" eu não podia embandeirar em arco porque todos cá em casa - sem excepção - sentem na pele o seu autoritarismo. Fala-nos de dedo em riste e voz alta a tender para o grito.
Quem vê de fora, quem assiste a uma criança que muitas vezes age como uma pré adolescente, acha-lhe um piadão, mas aqui os súbditos de sua alteza real estão a engendrar uma rebelião.
Cabelo a menos
| Antes |
| nos entretantos |
| com a trança da moda |
| depois |
A Carolina foi ao cabeleireiro cortar o cabelo. Eu sei, a diferença do antes e do depois pode suscitar duvidas, mas sim, a Carolina cortou quase uma mão à sua invejável gadelha.
Depois, perguntaram-lhe "queres fazer caracóis?", ao que ela respondeu, "não, quero uma trança", o que lhe foi feito, a quatro mãos e ainda se esmeraram com os apanhados do lado e aquelas nuances azuis e rosas.
Enquanto, eu observava, dava-me a impressão que a miúda me torcia discretamente o nariz. E as senhoras que esperavam a vez deliciadas com aquela mini-gaja, muito quieta e esticada na cadeira.
No final, deslocou-se e encolheu-se atrás do balcão. Quando olhei, tinha desfeito o penteado. E chorava. E argumentava que não ia a nenhuma a festa e não se sentia bem em ir assim para o ATL. E - a melhor parte - exigia que lhe voltassem a esticar o cabelo porque o objectivo era apenas cortá-lo.
E assim foi. Regressamos conforme fomos, apenas com um pouco menos de cabelo.
28.3.12
Here we go again
A minha reportagem estava para sair hoje, mas um desleixo amador, do qual não tenho qualquer responsabilidade, impediu a publicação.
Mais uma semana.
Mais uma semana.
E agora?
Há alterações (passos em frente) que nem sabemos muito bem o que significam. Agora. E o que podem representar num futuro.
Na altura gostei. Foi melhor do que imaginei. Não me enrolei. Fui prática e natural.
Agora tenho medo que a panela não esquente, pelo menos, o suficiente. Outras dirão que temem que aqueça demais.
Senhor doutor jornalista
Quando os políticos - no caso governante máximo - tratam os jornalistas por doutores é porque estão a ser apertados.
Irrepreensível a Judite de Sousa na entrevista a Passos Coelho.
Irrepreensível a Judite de Sousa na entrevista a Passos Coelho.
Quem te leu e quem te lê!!!
Não necessariamente. Respondi-lhe. Se bem que na minha concepção de jornalista este nunca o seria na plenitude se não fosse um bom escritor. Porque as "histórias" dependem da forma como as conta. Uma notícia pode passar despercebida numa publicação e fazer manchete noutra.
Conheço bons jornalistas, atentos, perspicazes, que são os primeiros a colocar a questão, mas depois não são capazes de dar a notícia ao leitor. Escrevem como se tivessem a escrever para um colega de profissão que domina o assunto. O leitor não sabe do que fala e cabe ao jornalista informá-lo. Transportá-lo para o espaço e o momento da acção. E como o fará se não dominar a escrita, a pontuação. Se se perder em parágrafos intermináveis?
Para a primeira publicação que escrevi, recordo-me que estava colado no computador quantos caracteres tínhamos de escrever para determinada peça. E não nos podíamos desviar da conta.
Actualmente escrevo livre. É como se o meu cérebro contasse as palavras ao processá-las. E no final, não me desvio muito da contagem esperada.
Não gosto de textos grandes, escritos para encher chouriços e corresponder ao que se espera em número de caracteres. Um bom texto e uma boa foto são quanto basta para uma boa página.
Quantas notícias podia ter escrito sem sair da redação, sem levantar o rabo da cadeira? E quantas, por manifesta impossibilidade, escrevi assim, com um press release à frente?
Quantas entrevistas podia ter feito com um telefone ou via email? E foram muitas as que fiz.
Mas nunca por minha vontade, a não ser que falemos de uma alteração ao trânsito.
Para escrever tenho que ver. Cheirar. Ouvir. Tocar, até. Ver o que veste e como veste. Tenho que descortinar os sinais, como a humidade na parede, ou os livros que tem na estante. São os pormenores que distinguem um bom texto.
Um jornalista não pode ser professor, advogado, médico. Mas, um professor, um advogado ou médico podem ser jornalistas. Conheço muitos que se formaram em direito e exercem jornalismo. E nunca fui objectora dessa realidade, porque essencialmente um bom jornalista tem de ser persistente, incómodo, furão. E tem de saber escrever. Ou seja, tudo que enumerei não se aprende na faculdade, nasce connosco. Ou sabes escrever ou não sabes. E o resto são características da tua personalidade.
Mas, hoje entendi com uma amiga professora de português, colega de carteira no secundário, por quem copiava nos testes de história e a quem vencia na nota final, só porque escrevia melhor, que também se aprende a escrever...escrevendo.
Mary quem te leu e quem te lê!!!
27.3.12
Curiosidade
Tenho tanta. Sobre tudo.
Eu sou a que pergunta, a que coloca as questões. Sérias ou nem tanto. Num convívio sou eu quem pergunta o que toda a gente quer saber, mas não tem coragem de perguntar.
Ando com muita vontade de estar com uma pessoa. Tenho muitas perguntas para lhe fazer.
Quero saber se essa pessoa é corajosa. Se arrisca. Se se deixa arrebatar ou, ao contrário, existe sob a forma de ciência exacta. Tolhida por convenções e se rege por códigos que não são válidos na conduta da vontade.
Quero saber se essa pessoa sorri quando o momento não impõe simpatia. E se me conhece para além de uma base de dados. Sem profissões, nem relações. Sem usar a terceira pessoa. E sem títulos.
Quero saber, se assim, num pôr do sol qualquer, num dia que até podia ser de chuva, voltarias a tocar-me com os olhos?
Boa pesagem
Ontem foi dia da consulta dos 2 anos da Constança.
Eu ia a contar com (muito) choro e poucos quilos.
Correu melhor do que esperava.
Chorou, é verdade, mas menos que o habitual - acho que (também) gostou do médico. Sentou-se breves segundos na balança e (yupiiiiii) está praticamente com 11 quilos. Mede 90 centímetros. Aumentou no percentil.
Voltou a chorar quando Mc Dream se aproximou para lhe apalpar a barriga (tola). E depois do contacto físico, veio a algazarra habitual.
- Como te chamas?
- Tani (diminutivo de Constança).
- Quantos anos tens?
- Dóis - disse e mostrou com os dedos.
Mais umas habilidades que a mamã lhe ensinou, tipo, onde vivias quando eras um pequeno feijão? Ao que ela respondeu "na biga da mamã... póis saiu!", e termina com palmas.
E na hora da despedida o xau foi para mim e acompanhou o Mc Dream até ao seu consultório (afinal de tola não tem nada).
Fiquei contente com a sua progressão física. Porque da intelectual não tinha dúvidas.
(Ainda) O Aniversário
Correu muito bem. Principalmente porque ela estava feliz. Entusiasmada porque sentia que tudo aquilo era por causa dela. Os balões; os bolos; os sofás arrastados para a criançada brincar; a música mais audível que o habitual; a Pipa a piscar em verdadeiro modo psicadela; e pessoas, maiores e de tamanho mais reduzido.
Ela acompanhou os parabéns como se tivesse na frente um maestro e a batuta. Aplaudiu efusivamente os seus 2 anos. Soprou a vela. Pediu bis.
Abriu os presentes em êxtase. Vibrou com os brinquedos e para nossa surpresa rejubilou com a roupa também, ao ponto de gritar e bater palminhas quando lhe apareceu uns sapatos pela frente (meu Deus estou a criar dois monstros da futilidade). E brincou. Mas brincou tanto que de repente nem dávamos pela melga da aniversariante.
Foi um momento de reencontro com familiares que estão geograficamente mais longe. Foram algumas horas de partilha que passaram num sopro.
Obrigada a todos.
26.3.12
I'm so sorry
Tenho escrito pouco. E preciso tanto.
Os últimos dias foram cansativos. Emocional e fisicamente e para ajudar à festa a hora mudou.
Se a Carolina não estivesse de férias, esta manhã teria chegado à escola com 45 minutos de atraso. Ontem, a miúda estava toda trocada. Escreveu cada letra do alfabeto em post-its, a seguir numerou-as. Isto já depois das 23.
E eu? Custou para pegar no sono. Vesti; despi. Apaguei / liguei TV... Quando o telemóvel me chamou dormia tão profundamente que me deixei estar.
Ou seja, tenho o sono atrasado. E não gosto disso. Vou dormir.
Achado
Tenho faro de jornalista. Sinto o cheiro no ar de boas histórias.
Aproximo-me, simpática (eu que sou mais bruta do que cornos) e apalpo o terreno. Na hora certa dou a estocada final.
Assim foi, neste fim de tarde na unidade de saúde.
Grande achado. E com o contacto na mão, já me cheira a grande reportagem.
Aproximo-me, simpática (eu que sou mais bruta do que cornos) e apalpo o terreno. Na hora certa dou a estocada final.
Assim foi, neste fim de tarde na unidade de saúde.
Grande achado. E com o contacto na mão, já me cheira a grande reportagem.
Agora alguns presentes
| presente da madrinha (a bebé adorou e a melhor parte é que aguenta com ela em cima) |
| presente do padrinho (a mama amou) |
| presente da mamã |
A Carolina não tinha direito a presentes, mas aqui a mãe mãos largas e coração de manteiga (piadinha) o que comprou para a bebé, trouxe também para a mana velha.
E os convidados também foram uns fixes e lembraram-se dela.
| ainda lhe comprei esta casaca da H&M (não devia, mas não resisti e se houvesse o 16 tinha comprado uma para mim) |
Nota: faltam aqui muitos presentes. Quando tiver mais tempo e menos sono, mostro o resto.
Para quem me perguntou se podia ir à feira comigo
Trouxe tudo isto de lá.
Os acessórios para o cabelo custaram 1 euro, cada.
Pelos sapatos paguei a módica quantia de 5 euros, cada.
E ainda falta aqui um anel (1 euro) e os outros sapatos da pequena Constança (5 euros).
25.3.12
Agressão qualificada à liberdade de expressão
Já muito se disse, escreveu, comentou e viu - aqui e lá fora - mas enquanto jornalista não podia deixar de juntar a minha indignação.
How do we looked yesterday
Ontem foi a festa (festa) da menina dos olhos grandes
| t'shirt e calções Zara sapatos feira (5 euros) |
Foi a primeira a (deixar) vestir-se.
Destruiu mais um pouquinho de papel; comeu dois iogurtes. Maquilharam-se as duas. E fizémo-nos à estrada.
Missão: balões
| Não foi fácil enfiá-los no carro |
| e quem levou com eles - literalmente - em cima foi a Carolina |
Mas, cumprimos a missão.
A seguir, os géneros alimentícios,
| Eu fiz este amigo colorido |
Depois, o adereço da Pipa
Os presentes - e os detalhes - ficam para depois.
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